quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Javier



Merece um post só pra ele.
Guardei com carinho a lembrança do seu sorrisoiluminadordodia. :D

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

imagens valem mais do que palavras (últimos dias de viagem)















fotos na sequência de baixo pra cima:
amigos do hostel em Málaga, ES
calor de 44º C em Sevilla, ES
show do Au Revoir Simone em Madrid, ES (lindooo!)
pôr do sol incrível na costa da caparica, PT
comendo O bacalhau em Lisboa, PT
noite especial no Via Lactea em Madrid, ES

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

e a viagem continua

Granada: a cidade espanhola mais linda que visitei. E olha que esta é uma afirmação bem difícil de se fazer porque a Espanha toda é muito bonita.

Os donos do hostel onde fiquei eram franceses, e consequentemente vários hóspedes também. Por isso me senti um pouco na França.
O hostel era bem gostoso mas não era tipo que promovia a interação entre os hóspedes. Por isso não fiz amizades, o que tornou meu passeio meio solitário. Acho que na verdade estava precisando um pouco disso, depois das últimas aventuras em Madrid...

A grande sensação da cidade é Alhambra, onde fica um palácio medieval árabe, resultado da presença moura na Espanha nos seculos XIII e XIV. O lugar foi considerado patrimônio da Unesco e é passagem obrigatória para aqueles que visitam Granada.

Fiquei apenas dois dias na cidade sendo que um dia inteiro foi dedicado à Alhambra.
Vale muito à pena. O lugar é realmente incrível! Os jardins de Generalife com suas fontes e flores; o palácio com suas paredes e tetos todos trabalhados a mão. Só vendo. Ouvi histórias sobre eunucos que deu dó. :o) Recomendo comprar o ticket pela internet antes, porque as filas são imensas (13,00 euros o antecipado).

Dizem que a noite da cidade é muito animada. Como não tinha companhia (tadinha!) só dei um rolezinho noturno para fazer umas fotos.

Next stop: Málaga (praiaaa!!!).

PS- provei pela primeira vez a tal da horchata de chulfa que é uma espécie de suco de nozes. No calor é super refrescante, mas como não sou muito chegada à nozes...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

*sigh*

Eu já voltei e o blog ainda está na Zoropa.
Ai, ai, queria estar lá com ele... :o)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Before Sunrise/Sunset

De volta a Madrid. Summercase Festival. Músicaaaaaaa!

Consegui comprar um ingresso de uma menina no site da last.fm. Era um ingresso VIP, então tinha direito a fichinhas de drink, comdinhas, acesso a área VIP... Paguei 70 euros (ai, meu bolso!), um pouquinho mais barato do que o ingresso normal. Foi bom negócio.

Não tinha companhia, então fui solita mesmo. Peguei um trem que demorou quase 1 hora pra chegar no lugar, que era em um pueblo afastado de Madrid .
Cheguei lá e encontrei o povo todo invadindo os supermercados da área pra comprar bebida e beber antes de entrar (europeu farofa sem medo. Adoro!). É lógico que eu fiz o mesmo.
Queria ligar para um amigo do Brasil que estaria lá, mas não tinha nenhum telefone público (coisa difícil encontrar telefone na Europa!).

Entrei e fui direto pra área VIP. Tinha uma cadeira incrível que fazia massagem no corpo inteiro (15 minutos de prazer), uma delícia! Foi aí que percebi o quanto estava cansada porque meu corpo todo doía.
Detalhe interessante: não havia copos descartáveis. Todos tinham que comprar um copo de plástico resistente com um gancho que prendíamos na roupa para não perder. Então cada um ficava com um único copo até o final (teoricamnete, porque perdi o meu 2 vezes).

Quando cheguei deu pra ouvir um pouco de Nick Cave com sua banda Grinderman. Hummm, no me gusta.
Diversão mesmo foi o show do Blondie. Só hits! Debbie Harry, o povo muito animado, cantando junto. Ahhhhhh! Como queria que meus amigos estivessem aqui comigo. Léééooooo! Cadê você?!

Queria muito uma companhia pra dividir tudo. Fiz a cara de pau e pedi um celular emprestado pra uma menina pra ligar para o Theo. Consegui e nos encontramos. Fomos ver um pouquinho do show do The Verve. Xis. O Theo foi no banheiro e fiquei esperando. Foi aí que o destino me deu aquela forcinha. Um cara veio falar comigo. Nem lembro o que ele me perguntou, o que eu respondi. Sei que a minha viagem mudou de rumo naquele momento. Javier. Não podia ser mais esponhol. Ficamos juntos a noite toda. Hablando muito español, dançando, bebendo, cantando. Assistimos o show do Primal Scream juntos e foi incrível... Ele foi tão atencioso comigo, tão querido. Foi um pouco como aquele filme “Before Sunrise”. A gente ficou junto por 2 dias inteiros. Fui muito feliz por conhecê-lo.

Caralho, agora fudeu!

:o)

Fui para Granada com o coração na mão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

vale!




Muito linda a estrada entre Madrid e Valencia. Plantações de oliva sem fim e muitos campos de girassóis. Fui de busão e tirei várias fotos. 4 horas de viagem. Bem sussa.
Cheguei na cidade e me lembrou Santos. Mas só a parte perto da rodoviária, porque o centro histórico é lindo de morrer!
Torres, castelos, igrejas pra todo lado; muito bonitinha!

Já no busão conheci uns Americanos que estavam meio perdidos. Fomos juntos para o hostel que teoricamente seria o mesmo. Quando cheguei lá eles não econtravam a minha reserva. Fui pro hostel errado! Ao invés de Red Nest, o meu era o Purple Nest. Cambié las colores, perdón! :o)

O Purple Nest era uma graça. Meu quarto era todo pink. Tudo muito limpinho e bem decorado, uma delícia! E tinha um bar muito legal. Conheci vários ingleses que iriam para Benicassim, num festival de música de 3 dias. Tava louca pra ir mas além de ser caro (150 euros!) teria que comprar barraca pra acampar, e sozinha não rolava.
Conheci um americano muito legal e fiquei tentando convencê-lo a ir comigo. Ele disse que talvez sim, fiquei com o email dele porque teria que mudar de hostel no dia seguinte. Conclusão: acho que ele mudou de idéia e nem respondeu a minha mensagem. Resolvi que iria voltar para Madrid e ir no Summercase, um outro festival de música (coisa boa de verão na Europa é isso, muuuuita variedade e opções).

Fiquei mais dois dias na cidade em um hostel horroroso. Center Valencia ou algo assim. Evitem. É todo cinza, triste, sem vida; Não conheci ninguém lá. Uó!
Fui um dia pra praia e foi muito estranho ver quase todas as mulheres fazendo topless. Sei lá, vergonha alheia, sabe?!
A praia não era grandes coisas mas deu pra curtir. Foi a primeira vez que entrei no mar Mediterrâneo (fui pra Barcelona antes, mas não entrei no mar).
Foi gostoso. Sem contar a tranquilidade. Ia pra água e deixava todas as minhas coisas na areia, sem culpa e preocupação. Aliás, estou mal acostumada com essa segurança toda. Vou ter que ligar meu botãozinho de atenção e desconfiança quando voltar para o Brasil...:(

Uma curiosodade: Valencia tem um rio super famoso chamdo Turia. Fiquei procurando porque sei lá, calor, água, sempre bom, né?! Quando cheguei na ponte (tem várias, super antigas e lindas), olhei pra baixo e cadê o rio?! No lugar encontrei um grande parque. Dá pra você caminhar em toda a extensão. Uma loucura! E no final você encontra a Ciutat de les Arts i les Ciències, um complexo arquitetônico que conta com oceanário (o maior da Europa), museu de ciências, planetário, jardim e o escambau. Na verdade o rio Turia foi desviado após uma grande inundação em 1957. E ninguém menciona esse “detalhe” em nenhum dos folhetos e mapas que peguei. Bem estranho...

Outra coisa interessante é que Valencia é cheia das relíquias. Uma delas é o suposto Santo Graal. Acho que não dá para ver porque fica dentro de uma caixa dourada com o desenho dele por fora (acho que era isso, porque procurei pela igreja toda e foi o máximo que consegui ver). Em outra igreja tem um braço (sim, um braço!) de São Vicente de não sei das quantas. Fica dentro de uma caixa de vidro . Muito bizarro!

Valencia me surpreendeu. Eu gostei.

Próxima parada, Madrid e meu primeiro festival de música na Zoropa! Eba!!!

fotos:
1- uma torre que já não lembro o nome
2- o céu mais lindo que já vi (praça da prefeitura)
3- plaza de toros. olé!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Olé!




Enfim, Madrid.

Achei que esse seria meu último destino aqui na Europa mas mudei de idéia. Não que a cidade não seja bonita, interessante e tals, mas é porque é apenas mais uma cidade grande, sabe? Tinha planejado ficar um mês por aqui mas acho que fiquei viciada em keep moving. :)
Então achei que valeria mais a pena seguir viajando pela Espanha.
E outra coisa, depois de um tempo viajando você perde o encantamento. É como se ficasse meio anestesiada, numb. Você vê tanta coisa bonita, antiga, cheia de história, rara, etc, que depois de um tempo não te tocam mais. Sei lá, é como se você estivesse mal acostumada. Me sinto meio blasé. :o)

Enfim, falando de Madrid a cidade é linda. Lotada de turistas mas mantendo a identidade esponhola.
No primeiro dia fui visitar o Theo (conhecido do Brasil que está morando em Madrid) lá no apê dele. Jantamos juntos e conversamos sobre nossas impressões sobre a Europa.

No dia seguinte me encontrei com uma brasileira que conheci em um site de música. Foi muito divertido. Ela está passando por uma fase difícil porque veio para Espanha para cuidar do irmão que está muito doente. Mas ela precisava de um break e fomos passear e beber sangria por Madrid afora. Virou amiga. Uma fofa. Beijo, Ju!

Depois conheci um monte de ingleses e saí para beber com eles. Não é fácil acompanhá-los, viu? O bom que eles sempre pagam várias coisas para todo mundo.

Dia seguinte ressaca master e ainda tinha que fazer o checkout e procurar outro hostel para ficar (tarefa difícil pq todos estavam cheios). Fui a caça com um americano que conheci. Fizemos umas ligações (arrasando no Portuñol!) e encontramos um razoável.
Neste conheci duas brasileiras que já tinham visto minha tatuagem no site do Tinico (o tatuador). Aliás, já não agüento mais o povo elogiando minha tattoo, tá ficando até chato! :o))))
Fomos as 3 brasleiras para balada. Primeiro num bar (Demode) e depois pra buati (Mondo, ambos recomendados por Danilo, gracias!).
No meio do caminho conhecemos um Suíço que resolveu ir pra balada com a gente. Ele dançava muito estranho. :o) Depois conhecemos um inglês muito lindo mas que nem deu bola. Aqui na Europa é assim. Vários caras lindos mas com atitude zero... (saudade do Brasil!).

Ressaca monstro no dia seguinte, justo no dia da Free Sangria Party, no hostel. Fui dormir cedo porque no outro dia partiria para Valencia, pra pegar um bronze na praia. Eba!
Segui viagem bem animada.

fotos:
1- Palácio Real
2- Ju, eu e a sangria
3- calçadão (eles colocam uns panos que funcionam como toldos pra fazer sombra. Ótima idéia!)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ora, pois!







Depois de 2 meses viajando por lugares tão diferentes, com língua e costumes idem, foi bem estranho chegar na terrinha. Falar minha própria língua em outro país foi uma experiência nova para mim. Muito mais cômodo, eu digo!
E o engraçado é que podemos entender muito porque o Brasil é como é visitando Portugal...
Uma baguncinha familiar. :o))

Adorei Lisboa! A cidade é muito linda. Uma delícia sair por lá fotografando. Prédios muito antigos, roupas penduradas na janela, gatos, cores, cheiros, sons.

Fiquei na casa de uma amiga de um amigo que se tornou uma grande amiga também. Van, valeu por tudo! A vista do apartamento dela é uma coisa! Fantástica!
No primeiro dia fui com a Gi (uma amiga fofa da Van que está morando com ela) para Belém. Fomos no lugar que faz O pastelzinho de Belém, com letra maíuscula mesmo! Foi uma das coisas mais gostosas que já comi na minha vida! Crocante por fora, quentinho por dentro, um sabor especial... Altamente viciante! Queria levar um estoque na mala. :)

No final de semana fomos para praia numa cidadezinha linda chamda Odeceixe, no Algarve.
Água fria de doer e um vento! A cidade é uma graça. Casinhas branquinhas, chão de pedra. A praia também linda. Foi uma delícia!

Passei mais uns 2 dias em Lisboa e depois segui para Madrid de busão. Descobri uma companhia de ônibus ótima. 27 euros a passagem de Lisboa a Madrid (pela internet). E se você compra antes pode ser ainda mais barato! As outras companhias cobravam mais ou menos uns 47 euros.

Agora, bora praticar mi español en Madrid! Fueda! :o)

fotos:
1- loja do pastelzinho de Belém
2- vista do apê da Van
3- praia de Odeceixe

sexta-feira, 18 de julho de 2008

London calling





Foi difícil de entrar e dificil de sair...

Como o planejamento não é o meu forte (e diga-se de passagem, é essencial em uma vigem desse tipo), não comprei minha passagem de saída de Londres.

Cheguei toda serelepe quase a meia noite no aeroprto e “to make a long story short”, quase não consegui entrar. Justamente por não ter a bendita passagem e por ser "brasileiraterceiromundistapobre", é claro.
A “mocinha” da imigração só faltou perguntar qual era a marca da minha calcinha: onde eu tinha aprendido inglês, como que a minha família foi parar no Brasil, já que eu tenho traços orientais, quem eram meu pais, com que trabalhavam, quanto eu ganhava, quem eu conhecia em Londres, se eu tinha laptop... e por aí vai. Me fez descrever cada passo que eu dei na Europa desde que cheguei (já que eu não tinha todos os carimbos no meu passaporte). Me deu um chá de cadeira e fiquei sentadinha ao lado de outro brasileiro persona non grata.
Enfim, depois de quase meia hora ela me concedeu a honra de pisar em solo inglês e disse que da próxima vez (será?) me aconselharia comprar a passagem de volta. Ah! E disse que toda a nossa conversa foi gravada (Big Brother, eu digo!).

Resultado foi que cheguei quase as 3 da manhã em Londres e encontrei com a Penélope o Pierre criando raízes de tanto me esperar. :o)

A essa hora nem conseguimos encontrar um lugar aberto para tomar umas cervejas (os bares lá fecham cedo e as conveniências param de vender bebida as 11pm). Na verdade, entramos em uma e o “turco” nos deu um pack meio que escondido (cerveja quente!!!). Foi assim mesmo!

Londres foi assim. Cheia de altos e baixos.

Adorei a multculturalidade da cidade, o agito, as bugigangas dos mercados, o Regent Park, o Tate Modern.
Tem de tudo e para todos os gostos. E para nossa sorte, encontramos uma Londres bem ensolarada!

Combinei de ir numa festinha de aniversário na casa de um australiano que conheci em Barcelona e que vive em Londres. Fomos eu a Peps e o Pierre. Festa estranha com gente esquisita... :o) Na verdade a festinha foi bem divertida. Fizemos caipirinha (eles tinham uma velho barreiro só para exportação!) e todos adoraram.
Depois fomos para uma baladinha. A merda foi que o menino ficou apaixonado (como assim????) por mim e não tinha nada a ver ). Enfim, essa parte foi bem chata. Odeio gente pesando na minha quando não rola. Ahhhhh! Get a life!

No dia seguinte a Peps e o Pierre foram para o Brasil e eu fiquei de rolê pelos pontos turísticos de Londres. É claro que eu andei no segundo andar dos ônibus e quase fui atropelada por olhar para o lado errado ao atravessar as ruas. Aliás, como as pessoas conseguem dirigir com aquela mão inglesa???? Insano!

Meu último dia foi dedicado as compras. Tem uma loja em Londres bem barata chamada Primark. Tipo varejão, mas dá para achar um monte de coisas legais. Eu comprei 2 óculos, um vestido, 3 blusinhas e uma polaina (sim!) por £ 27!!!
Adorei o tal dos Camdem Markets também. Me empolguei e cheguei com o tempo contado para ir pro aeroporto. Mas tudo bem, têm trem... Claro que ajudaria se ele estivesse funcionando. Acredita que não estava! Sei lá, deu um problema qualquer e os trens para o aeroporto estavam fora de serviço. Aí eles estavam fornecendo taxi. Demorou horas pra chegar, um puta trânsito, acidente na estrada, um calor de matar... resumindo, perdi meu vôo.
Nobody deserves it!! Pelo menos não perdi a passagem e nem tive que pagar nada a mais para o vôo seguinte (no outro dia, as 6:45 da manhã.). Como já eram quase 6 da tarde, para não arriscar, resolvi dormir no aeroporto mesmo.

Foi horrível. De 15 em 15 minutos o auto falante gritava uma mensagem para tomarmos conta dos nossos pertences e de que era proibido fumar no aeroporto.
Enfim, depois depois de 16 horas tentando, consegui deixar Londres. Ufa!

Lisboa, aí vou eu!

fotos:
1-eu formiguinha e o grafite dos Gêmeos, no Tate.
2-London Eye (não, eu não subi!).
3-Peps e eu pagando de turistas em uma cabine telefônica, no Regent Park.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

minha família sueca



Pode parecer estranho, mas essa irmã do meu pai (portanto, minha tia, Li Kioko) só tinha visto uma vez em toda a minha vida. Ela foi para França estudar, conheceu um Sueco por lá e se mudou de mala e cuia para Suécia. Teve dois filhos e voltou pouquíssimas vezes para o Brasil. O filho mais velho, Antônio, agora mora em Hong Kong e a filha, Ingeli, mora pertinho dela.

Cheguei de busão em Jönköping (leia-se Ionchopin). Quando vi minha tia e minha prima já foi amor a primeira vista. Sabe aquela coisa boa de se sentir em casa mesmo, entre família? O sentimento não podia ter sido melhor. Fiquei muito amiga das duas. Parecia que já nos conhecímos há anos!

Que delícia acordar todo dia com a mesa de café da manhã. E as conversas que tinha com a minha tia? Ela é artista, pinta seus quadros e escreve poesia todo dia. Tem um ritmo de vida tão sereno e um entendimento sobre o mundo e as pessoas tão descomplicado e tão zen. Aprendi muito com ela nesses dias preguiçosos que passei por lá. Ela mora em uma casinha muito gostosa, no meio de muitas árvores.
Ela me deu algumas tintas e um caderninho pra eu pintar quando tivesse vontade.
Foi muito gostoso. Me especializei em pintura da natureza. Hehe.
Passei o Midsommer lá. É como o dia de São João e também o dia mais longo do ano. As pessoas vão para o campo, comem uma comida típica com peixes em conserva e dançam ao redor de um poste enfeitado, com flores na cabeça. E ficam bêbadas, é claro! :o) Nesse dia o sol se pôs as 11:30pm!!! Aliás, normalmente já anoitece super tarde e amanhece super cedo. E nem fica muito escuro a noite. Tipo um céu azul anil, sabe?
Minha prima é casada com um finlandês, o Sauli que também é um amor. Ele está construindo seu próprio ultra leve.

Passei ao todo duas semanas com eles. Foi inesquecível para mim.
Me senti realmente amada e querida por todos. E o sentimento foi mais do que recíproco.

Já estou com saudades.

Tack e pus pus!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tack så mycket, Sverige



Vôo da Ryanair é foda! Você chega nos aeroportos mais distantes do lugar onde teoricamente você teria que descer.
O ônibus que eu teria que pegar só partiria para Estocolmo a meia noite e ainda eram onze horas. 1 hora e quinze de viagem... Fui salva pelo motorista do ônibus que iria para estação central. Ele disse que me deixaria no meio do caminho, onde eu teria que descer conforme instruções. Um fofo!

Encontrei as meninas na estação. A May, eu teoricamente já conhecia de uma festa, mas não lembrava (!). A Jenny era 100% sueca. Uma menina linda, falante e muito do bem.
Dormi em seu sofá por 4 noites e me senti muito bem-vinda. Conheci suas amigas, sua família, seus sonhos. Descobri que o verão sueco pode ser mais frio que o inverno brasileiro. Reparei que as suecas adoram tingir os cabelos loiros com cores escuras e que, portanto, ficam com raízes claras (as loiras tingidas brasileiras morreriam de inveja!). Constatei que o sueco parece uma língua falada ao contrário. Confirmei que os suecos bebem muito. Existe até uma loja especial para bebidas de teor álcoolico elevado (acima de 5%) que é administrada pelo governo. Eles tem uma sacolinha roxa que pode ser vista nas mãos de 1 entre 3 suecos, principalmente no fim da tarde de sexta-feira. :o)
Infelizmente, também constatei que a Suécia é um país muito caro.

Estocolmo foi sobre encontro e amizade.

Obrigada May, por ter me convidado para passar esses dias com vocês. Você é uma querida. Agora não esqueço mais!
Jenny!!!! You’re a badass girl! Thanks for being such a nice hostess.

Agora dá licença que vou ser um pouco mimada.
Próximo destino: casa da tia em Jökönping, Suécia.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ich spreche kein Deutsch




Fui avisada, prevenida e advertida que Berlin seria incrível.
Ainda no ônibus, na estrada, vi um nascer do sol como há muito tempo não via. Bola de fogo vermelha despontando entre as silhuetas negras dos pinheiros. A Alemanha me dava as boas vindas.
Foi estranho. Me senti como gente grande entrando naquele país. Talvez por ser o mais longe de casa que já cheguei na minha vida, Talvez pela língua, completamente desconhecida por mim.
O fato é que estar em Berlin me fez sentir que estava no mundo.
Grande, linda, feia, suja, jovem, velha, moderna, pichada, invadida, acolhedora, assustadora... enfim, uma cidade de verdade, com todos seus superlativos e seus adjetivos.

Fiquei em um hostel meio bizarro, fedido. Conheci um americano que estava viajando há 6 meses. Berlin seria a última parada antes de voltar para casa. O coitado pegou algum tipo de infecção intestinal e estava meio mal. Magrinho, magrinho...
Mesmo assim ele me acompanhou em um free tour histórico pela cidade. O tour foi interessante. Pelo menos a parte que entendi, porque o guia era de Wales e tinha um sotaque quase impossível para meu nível meia boca de inglês. Estar sentada em cima do bunker onde Hitler morreu (praticamente seu túmulo) foi muito estranho. O lugar é uma zona residencial e não tem qualquer sinalização que indique o que aconteceu por lá. Outra coisa curiosa foi descobrir que os alemães sabem exatamente quantas árvores eles têm. E isso é tão verdade que cada uma tem um número. Medo!

Confesso que o idioma me assustou muito. O que era pedir informação sobre os lugares e endereços? Não conseguia pronunciar um nomezinho! O jeito era apontar no mapa e depois decorar as quatro primeiras letras. :)

Sábado foi o dia da balada. Por falta de companhia, fui sozinha. Afinal, ir em Berlin e não conhecer a noite de Berlin...
O lugar escolhido foi um clube chamado Panorama. Coisa boa é que o metrô/trem funciona o tempo todo no fim de semana. Aliás, o tranporte público em Berlin arrasa! Super pontual e eficiente. Ainda na estação de trem conheci um suíço que estava estudando medicina em Berlin. Ele gostou da minha tatuagem...
O tal do Panorama parecia meio estranho. Eram 3 pisos. O primeiro um bar, o segundo uma balada gay e o terceiro o Panorama de fato. Mas você pode circular por todos.
Bom, o lugar não era grande coisa, mas o som... Ah! O som! Pedi a coisa mais barata do menu (vodka) e dancei muito!!
Conheci um casal de brasileiros bem animados. Quando resolvi ir embora, encontrei o tal suíço da estação de trem. A gente conversou muito e voltamos juntos. Ele queria que eu fosse tomar sorvete na casa dele... haha!
Ainda encontrei outro dia com ele no meio da rua. Acho que ele estava me seguindo! :)
Mudei de hostel no último dia. Devia ter mudado antes! Este outro era a metade do preço e ainda tinha um mega café da manhã... e secador de cabelo! Rá.

Lá conheci dois brasileiros e fizemos um alternative free tour no meu último dia por lá.
Andamos a cidade toda em busca de street art, squats, galerias de arte undergrounds, lojinhas pitorescas, second hand stores e pistas de skate. Essa era a Berlin que eu queria conhecer.

Nem tive tempo de me despedir dos brasileiros. Peguei minha tralha e cheguei just in time no aeroporto. Por causa da pressa até cometi o delito de não comprar o bilhete do trem, já que eles não tem catracas nas estações. Mas fui morrendo de medo de algum fiscal aparcer e me dar uma multa.

Estocolmo, here I go!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Bicicletas Assassinas


Regrets a parte, cheguei bem perdida em Amsterdam. Uma passada básica no Tourist Office e pela primeira vez paguei por um mapa da cidade. Um roubo! Mais tarde descobri que poderia ter pego de graça no hostel.
Anyway, tomei um tram (trólebus) em direção ao hostel. Não tinha moedas suficientes para pagar a passagem e pela primeira vez dei uma de pedinte na Europa: “Excuse me, by any chance, do you have 20 cents?”. Vexame! E o pior que a máquina nem aceitou minhas moedas. Conclusão, nem paguei. E com essa confusão toda já nem sabia onde eu estava. Desci no próximo ponto e por sorte, foi o certo. Munida com meu mega mapa de 2 euros fui apresentada a hospitalidade in English dos holandeses: “Do you need any help?” E foi assim que consegui chegar no meu hostel.
O resto foi só alegria e diversão. Conheci vários brasileiros e talvez por isso me senti em casa em Amsterdam.
Aluguei uma bicicleta vermelha com freio no pedal. Enfrentei a bagunça organizada do trânsito da cidade. Me perdi no Red Light District numa noite chuvosa. Fui perseguida por um argentino babaca. Fui salva por uma holandesa fofa. Conheci a liberdade vigiada de Amsterdam. Encontrei gente muito louca e feliz. Vi plantinhas aveludadas e incrivelmente verdes!
Pena que as tulipas florescem só até começo de Maio...


Next stop: Berlin (dessa vez fui de ônibus!).


Sobre ficar velha na Europa...



Como todas as "primeiras vezes" na vida, é impossível evitar as roubadas da estrada. Paguei 117 Euros por uma viagem chechelenta de trem entre Paris e Amsterdam com conexão em Bruxelas. Aliás a crise dos 30 por aqui deve acontecer mais cedo, aos 26, porque o mundo fica consideravelmente mais caro para aqueles que se atrevem a completar o vigésimo sexto aniversário. Como eu cometi esse sacrilégio há algum tempinho (29 com corpinho de 30), programar com antecedência é vital se você pretende economizar alguns (ou muitos!) valiosos euros.
E é aí que o problema começa. Alguém, por favor, me ensina a planejar?!! Morro de inveja de quem consegue. Portanto, acabo pagando mais caro... E também por estar sozinha, desamparada e `as vezes, alienada, acabei me esquecendo do bom e velho busão. Acredita que pagaria apenas 28 Euros pelo mesmo trajeto Paris x Amsterdam?!

AAAHHHHHH! Vivendo, apanhando e aprendendo...

foto: bar em Fribourg, Suíça, no meu aniversário.

Parrrríííí





Com dor no coração por ter perdido o Primavera Sound em Barcelona, parti no vôo mais barato que consegui em toda viagem: Barcelona x Paris (leia-se Girona x Beauvais) por 29 euros (preço final, incluindo as trocentas taxas e a bagagem).
Somada a excitação de visitar pela primeira vez a cidade luz, experimentaria também pela primeira vez o couchsurfing. Trata-se de um website que promove o intercâmbio entre backpackers de todo mundo através da hospedagem for free em sofás alheios.
Conheci o Chris através do CS e “surfei” por 3 noites o seu sofá, com o bônus dele falar Português!

Foi esquisito no começo, dormir na casa de um desconhecido e tudo mais. Entretanto, a aventura de ficar na casa de um local e de viver, de uma certa forma, sua vida por 3 dias foi uma das coisas mais marcantes desta viagem.
Picnic na ponte em cima do rio Sienna. Pôr do sol as 9:30pm. Aprender palavrinhas em francês e ser elogiada pela minha pronúncia. Entender porque Paris é uma festa e me sentir uma convidada. Lembrei muito da minha mãe aqui. Ela adoraria Paris. E quem não adora?

É claro que toda aquela história de que os franceses são meio rabugentos, não gostam de falar inglês e que tudo é muito caro é verdade, but who cares? A cidade te recompensa a cada minuto com beleza, história e classe, muita classe. Só não se esqueça de agradecer em francês:

Merci beaucoup!

foto: Pont des Art; eu no Louvre

PS- fato engraçado é que uma vez dentro do Louvre a gente não soossega até ver a bendita Monalisa. Tipo uma obrigação (geralmente acompanhada de decepção). Mas dá um alívio depois, sabe?! :o)

domingo, 22 de junho de 2008

Enamorada


Primeira cidade na Espanha: Barcelona.
Foi onde ganhei meu primeiro carimbo no passaporte (sim!). Uma semana e três países depois...
E acho que foi onde comecei a me sentir mais forte e confiante.
Cidade onde o inesperado acontece todo o tempo.
Acredita que encontrei um colombiano que conheci em Roma na fila da La Pedrera? Passamos o dia juntos, passeando e sonhando por Barcelona.
A mocinha do hostel era brasileira. Mel, valeu pela dica!!
Coincidências, encontros, desencontros. E ainda tem a praia! Eu moraria...

O catalão é realmente muito diferente do espanhol e difícil de entender, especialmente quando se é fluente no portuñol véio de guerra. Mas o bom é que todos compreendem o espanhol (e o portuñol também!).

Barcelona... caí de amores.

E perdi o show do Portishead... bom, vamos mudar de assunto.

foto: La Pedrera

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Múúúú





Coisa boa ter amigos pelo mundo.

Até a Suíça pode ser divertida com pessoas queridas! :o)

Paisagens incríveis e bucólicas. Ainda tinha neve nos Alpes! E as vacas suíças, então?! Tipo animal de estimação. Saudáveis, limpas e mimosas.

Tirei muitas fotos. Eita lugar fotogênico!

Peps, Pierre, adorei tudo! Muito obrigada pela hospitalidade e carinho.

Nos encontramos em London! :o)

Termini Stazione: uscita lado destro




Depois de 6 horas e meia numa cabine apertada e lotada cheguei em Roma. É claro que não dormi nada porque comprei o ticket mais barato, sem camas na cabine. O pior foi aquele fiscal super grosso conferindo nossa passagem a cada meia hora. Anyway, depois de 4 dias sem praticamente dormir e comendo super mal, estava acabada. Dei de uma volta pela cidade pra esperar o horário do check in no hostel. Me sentia um zumbi. Dormi talvez por 20 horas!
No dia seguinte é que realmente Roma me ganhou.

Gelatos, Vespas, ruínas em todo canto e turistas, muuuuitos turistas!
Outra coisa impossível de não reparar é como os italianos são lindos!!! Dá gosto de se ver, viu?!
Pra não esquecer nunca na vida: a visão panorâmica das ruínas, o coliseu se aproximando a cada passo. Sabe aquilo tudo que a gente aprende na escola, na aula de história geral? History, baby, History. Confesso que fiquei impressionada. Tipo turista deslumbrada. É claro que joguei minha moedinha na Fontana superlotada di Trevi e mandei um postal do Vaticano para minha mãe.

Meu hostel era uma colônia de férias de adolescentes americanos e cia. No fun! Me sentia muito sozinha. Os dias longos que não acabavam nunca. Pôr do sol às 10 da noite. Estranho.
Passava o dia todo andando pela cidade. Meus passos medrosos e eu.
Posso dizer que Roma foi o início do meu desafio pessoal, da minha verdadeira jornada.

Desajeitada, vivi minha Itália intensamente.

foto: playmobil gladiador; eu e o Coliseu

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mercador de



Venezia!

Conheci um tiozinho brasileiro no trem (sim! meu primeiro trem na Europa) e adorei a história dele. Não é que o cara me ganha a viagem para Milão (para assistir a um jogo do Milan) e mais um mega carrão num desses programas de lance mínimo único da televisão. Eita sorte dus infernus! E eu tive que economizar 3 anos num trabalho escravo pra dar esse meu rolêzinho por aqui...
Enfim, ele estava tão empolgado com a viagem e ao mesmo tempo se sentia tão perdido que me adotou e passamos o dia juntos na linda e um tanto decadente Veneza. E pelos meus serviços de guia (será?) ele me pagou várias coisinhas por lá. Eu, pobre, lógico que aceitei.

Na verdade não sei muito bem o que achei da cidade. Sabe quando você tenta se esforçar para gostar? No início foi assim. Achei meio mal tratada.... Mas depois de me perder entre as ruelas estreitas da cidade, descobri como ela pode ser encantora, especialmente se metade dos turistas afundassem em suas gôndolas. Era difícil arranjar um espaço para foto no meio de tanta gente! E o tio querendo que eu fotografasse cada passo. Comprou pencas de máscaras! E eu pensando: "Não, ele não vai ter coragem de pendurar essas máscaras no escritório!" Pois sim!
E o que é aquele mar sem fim de pombos raivosos e famintos na praça San Marcos???? Medo!

Passei o dia na cidade e resolvi que não dormiria lá (porque hospadagem em Veneza é cara).
Tive que esperar umas 4 horas pelo meu trem que partiria a meia noite com destino a Roma (sim! meu primeiro trem notruno na Europa).

6 horas e meia depois...

foto: cadê minha gôndola?

Ciao bella!


Milano foi a primeira cidade (tirando uma conexão rápida que fiz em Paris). Passei só dois dias e fiquei na casa de uma amiga, então, meio que adiei o choque de estar sozinha no velho continente. Ainda totalmente sem jeito - confusa, hesitante, medrosa; no melhor estilo caipira de Pindamonhangaba.

Primeiras impressões: gente bonita e bem vestida (Milano is all about fashion), pencas de scooters (quero uma Vespa vintage!) e aquele maldito carrinho Smart parado de qualquer forma em qualquer lugar. Ah! Cuidado com suas bicicletas. O povo de lá adora roubar bancos e rodas das bicicletas alheias. Né, Adriana?! :o)

Next step: Venezia.


foto: catedral Duomo, Milano

domingo, 15 de junho de 2008

hit the road, jack!

Já faz 1 mês que estou na estrada.
Milão, Veneza, Roma, Geneve, Fribourg, Bern, Lausane, Chamonix, Barcelona, Paris, Amsterdam, Berlin, Estocolmo, Jönköping. Ufa! E ainda tem coisa pela frente!
Sozinha por falta de companhia. Às vezes é duro. Solidão forte. Muitas cabeçadas, erros, acertos.
Mas a gente aprende a conviver com a ausência, com a falta de proteção, com o inesperado e com as lições que o caminho nos dá.
E as pessoas sempre aparecem. Meio de surpresa, meio desajeitadas. E no final é troca, soma, multiplicação.
1 mês intenso, corrido, vivido.
E que venham os outros dois!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

pieces of me



Estou, enfim, organizando os pedaços e tentando montar o quebra-cabeça de mim mesma.
Sorrio entro os cacos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

eu?

"Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!"

EU- Livro das Mágoas, Florbela Espanca

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

All By Myself

Nunca me senti tão só e nunca me importei tão pouco com a presença dos outros.
Me sinto com a alma velha ou, quem sabe, cansada de velhos medos.
Preciso me reinventar.
Mas como???

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Escolha Bem a Cor do seu Caderninho

Começa aqui mais um projeto que não será concluído...

Orkut, fotolog, flickr, last fm, my space, estou afundada em perfis na internet.
Até onde irei para me sentir incluída?

O meu é pink porque o rosa, já tinha dono.