


Fui avisada, prevenida e advertida que Berlin seria incrível.
Ainda no ônibus, na estrada, vi um nascer do sol como há muito tempo não via. Bola de fogo vermelha despontando entre as silhuetas negras dos pinheiros. A Alemanha me dava as boas vindas.
Foi estranho. Me senti como gente grande entrando naquele país. Talvez por ser o mais longe de casa que já cheguei na minha vida, Talvez pela língua, completamente desconhecida por mim.
O fato é que estar em Berlin me fez sentir que estava no mundo.
Grande, linda, feia, suja, jovem, velha, moderna, pichada, invadida, acolhedora, assustadora... enfim, uma cidade de verdade, com todos seus superlativos e seus adjetivos.
Fiquei em um hostel meio bizarro, fedido. Conheci um americano que estava viajando há 6 meses. Berlin seria a última parada antes de voltar para casa. O coitado pegou algum tipo de infecção intestinal e estava meio mal. Magrinho, magrinho...
Mesmo assim ele me acompanhou em um free tour histórico pela cidade. O tour foi interessante. Pelo menos a parte que entendi, porque o guia era de Wales e tinha um sotaque quase impossível para meu nível meia boca de inglês. Estar sentada em cima do bunker onde Hitler morreu (praticamente seu túmulo) foi muito estranho. O lugar é uma zona residencial e não tem qualquer sinalização que indique o que aconteceu por lá. Outra coisa curiosa foi descobrir que os alemães sabem exatamente quantas árvores eles têm. E isso é tão verdade que cada uma tem um número. Medo!
Confesso que o idioma me assustou muito. O que era pedir informação sobre os lugares e endereços? Não conseguia pronunciar um nomezinho! O jeito era apontar no mapa e depois decorar as quatro primeiras letras. :)
Sábado foi o dia da balada. Por falta de companhia, fui sozinha. Afinal, ir em Berlin e não conhecer a noite de Berlin...
O lugar escolhido foi um clube chamado Panorama. Coisa boa é que o metrô/trem funciona o tempo todo no fim de semana. Aliás, o tranporte público em Berlin arrasa! Super pontual e eficiente. Ainda na estação de trem conheci um suíço que estava estudando medicina em Berlin. Ele gostou da minha tatuagem...
O tal do Panorama parecia meio estranho. Eram 3 pisos. O primeiro um bar, o segundo uma balada gay e o terceiro o Panorama de fato. Mas você pode circular por todos.
Bom, o lugar não era grande coisa, mas o som... Ah! O som! Pedi a coisa mais barata do menu (vodka) e dancei muito!!
Conheci um casal de brasileiros bem animados. Quando resolvi ir embora, encontrei o tal suíço da estação de trem. A gente conversou muito e voltamos juntos. Ele queria que eu fosse tomar sorvete na casa dele... haha!
Ainda encontrei outro dia com ele no meio da rua. Acho que ele estava me seguindo! :)
Mudei de hostel no último dia. Devia ter mudado antes! Este outro era a metade do preço e ainda tinha um mega café da manhã... e secador de cabelo! Rá.
Lá conheci dois brasileiros e fizemos um alternative free tour no meu último dia por lá.
Andamos a cidade toda em busca de street art, squats, galerias de arte undergrounds, lojinhas pitorescas, second hand stores e pistas de skate. Essa era a Berlin que eu queria conhecer.
Nem tive tempo de me despedir dos brasileiros. Peguei minha tralha e cheguei just in time no aeroporto. Por causa da pressa até cometi o delito de não comprar o bilhete do trem, já que eles não tem catracas nas estações. Mas fui morrendo de medo de algum fiscal aparcer e me dar uma multa.
Estocolmo, here I go!

Um comentário:
SAUDADES DE VOCÊ... ME ESCREVE?
BEIJOS
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