sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ora, pois!







Depois de 2 meses viajando por lugares tão diferentes, com língua e costumes idem, foi bem estranho chegar na terrinha. Falar minha própria língua em outro país foi uma experiência nova para mim. Muito mais cômodo, eu digo!
E o engraçado é que podemos entender muito porque o Brasil é como é visitando Portugal...
Uma baguncinha familiar. :o))

Adorei Lisboa! A cidade é muito linda. Uma delícia sair por lá fotografando. Prédios muito antigos, roupas penduradas na janela, gatos, cores, cheiros, sons.

Fiquei na casa de uma amiga de um amigo que se tornou uma grande amiga também. Van, valeu por tudo! A vista do apartamento dela é uma coisa! Fantástica!
No primeiro dia fui com a Gi (uma amiga fofa da Van que está morando com ela) para Belém. Fomos no lugar que faz O pastelzinho de Belém, com letra maíuscula mesmo! Foi uma das coisas mais gostosas que já comi na minha vida! Crocante por fora, quentinho por dentro, um sabor especial... Altamente viciante! Queria levar um estoque na mala. :)

No final de semana fomos para praia numa cidadezinha linda chamda Odeceixe, no Algarve.
Água fria de doer e um vento! A cidade é uma graça. Casinhas branquinhas, chão de pedra. A praia também linda. Foi uma delícia!

Passei mais uns 2 dias em Lisboa e depois segui para Madrid de busão. Descobri uma companhia de ônibus ótima. 27 euros a passagem de Lisboa a Madrid (pela internet). E se você compra antes pode ser ainda mais barato! As outras companhias cobravam mais ou menos uns 47 euros.

Agora, bora praticar mi español en Madrid! Fueda! :o)

fotos:
1- loja do pastelzinho de Belém
2- vista do apê da Van
3- praia de Odeceixe

sexta-feira, 18 de julho de 2008

London calling





Foi difícil de entrar e dificil de sair...

Como o planejamento não é o meu forte (e diga-se de passagem, é essencial em uma vigem desse tipo), não comprei minha passagem de saída de Londres.

Cheguei toda serelepe quase a meia noite no aeroprto e “to make a long story short”, quase não consegui entrar. Justamente por não ter a bendita passagem e por ser "brasileiraterceiromundistapobre", é claro.
A “mocinha” da imigração só faltou perguntar qual era a marca da minha calcinha: onde eu tinha aprendido inglês, como que a minha família foi parar no Brasil, já que eu tenho traços orientais, quem eram meu pais, com que trabalhavam, quanto eu ganhava, quem eu conhecia em Londres, se eu tinha laptop... e por aí vai. Me fez descrever cada passo que eu dei na Europa desde que cheguei (já que eu não tinha todos os carimbos no meu passaporte). Me deu um chá de cadeira e fiquei sentadinha ao lado de outro brasileiro persona non grata.
Enfim, depois de quase meia hora ela me concedeu a honra de pisar em solo inglês e disse que da próxima vez (será?) me aconselharia comprar a passagem de volta. Ah! E disse que toda a nossa conversa foi gravada (Big Brother, eu digo!).

Resultado foi que cheguei quase as 3 da manhã em Londres e encontrei com a Penélope o Pierre criando raízes de tanto me esperar. :o)

A essa hora nem conseguimos encontrar um lugar aberto para tomar umas cervejas (os bares lá fecham cedo e as conveniências param de vender bebida as 11pm). Na verdade, entramos em uma e o “turco” nos deu um pack meio que escondido (cerveja quente!!!). Foi assim mesmo!

Londres foi assim. Cheia de altos e baixos.

Adorei a multculturalidade da cidade, o agito, as bugigangas dos mercados, o Regent Park, o Tate Modern.
Tem de tudo e para todos os gostos. E para nossa sorte, encontramos uma Londres bem ensolarada!

Combinei de ir numa festinha de aniversário na casa de um australiano que conheci em Barcelona e que vive em Londres. Fomos eu a Peps e o Pierre. Festa estranha com gente esquisita... :o) Na verdade a festinha foi bem divertida. Fizemos caipirinha (eles tinham uma velho barreiro só para exportação!) e todos adoraram.
Depois fomos para uma baladinha. A merda foi que o menino ficou apaixonado (como assim????) por mim e não tinha nada a ver ). Enfim, essa parte foi bem chata. Odeio gente pesando na minha quando não rola. Ahhhhh! Get a life!

No dia seguinte a Peps e o Pierre foram para o Brasil e eu fiquei de rolê pelos pontos turísticos de Londres. É claro que eu andei no segundo andar dos ônibus e quase fui atropelada por olhar para o lado errado ao atravessar as ruas. Aliás, como as pessoas conseguem dirigir com aquela mão inglesa???? Insano!

Meu último dia foi dedicado as compras. Tem uma loja em Londres bem barata chamada Primark. Tipo varejão, mas dá para achar um monte de coisas legais. Eu comprei 2 óculos, um vestido, 3 blusinhas e uma polaina (sim!) por £ 27!!!
Adorei o tal dos Camdem Markets também. Me empolguei e cheguei com o tempo contado para ir pro aeroporto. Mas tudo bem, têm trem... Claro que ajudaria se ele estivesse funcionando. Acredita que não estava! Sei lá, deu um problema qualquer e os trens para o aeroporto estavam fora de serviço. Aí eles estavam fornecendo taxi. Demorou horas pra chegar, um puta trânsito, acidente na estrada, um calor de matar... resumindo, perdi meu vôo.
Nobody deserves it!! Pelo menos não perdi a passagem e nem tive que pagar nada a mais para o vôo seguinte (no outro dia, as 6:45 da manhã.). Como já eram quase 6 da tarde, para não arriscar, resolvi dormir no aeroporto mesmo.

Foi horrível. De 15 em 15 minutos o auto falante gritava uma mensagem para tomarmos conta dos nossos pertences e de que era proibido fumar no aeroporto.
Enfim, depois depois de 16 horas tentando, consegui deixar Londres. Ufa!

Lisboa, aí vou eu!

fotos:
1-eu formiguinha e o grafite dos Gêmeos, no Tate.
2-London Eye (não, eu não subi!).
3-Peps e eu pagando de turistas em uma cabine telefônica, no Regent Park.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

minha família sueca



Pode parecer estranho, mas essa irmã do meu pai (portanto, minha tia, Li Kioko) só tinha visto uma vez em toda a minha vida. Ela foi para França estudar, conheceu um Sueco por lá e se mudou de mala e cuia para Suécia. Teve dois filhos e voltou pouquíssimas vezes para o Brasil. O filho mais velho, Antônio, agora mora em Hong Kong e a filha, Ingeli, mora pertinho dela.

Cheguei de busão em Jönköping (leia-se Ionchopin). Quando vi minha tia e minha prima já foi amor a primeira vista. Sabe aquela coisa boa de se sentir em casa mesmo, entre família? O sentimento não podia ter sido melhor. Fiquei muito amiga das duas. Parecia que já nos conhecímos há anos!

Que delícia acordar todo dia com a mesa de café da manhã. E as conversas que tinha com a minha tia? Ela é artista, pinta seus quadros e escreve poesia todo dia. Tem um ritmo de vida tão sereno e um entendimento sobre o mundo e as pessoas tão descomplicado e tão zen. Aprendi muito com ela nesses dias preguiçosos que passei por lá. Ela mora em uma casinha muito gostosa, no meio de muitas árvores.
Ela me deu algumas tintas e um caderninho pra eu pintar quando tivesse vontade.
Foi muito gostoso. Me especializei em pintura da natureza. Hehe.
Passei o Midsommer lá. É como o dia de São João e também o dia mais longo do ano. As pessoas vão para o campo, comem uma comida típica com peixes em conserva e dançam ao redor de um poste enfeitado, com flores na cabeça. E ficam bêbadas, é claro! :o) Nesse dia o sol se pôs as 11:30pm!!! Aliás, normalmente já anoitece super tarde e amanhece super cedo. E nem fica muito escuro a noite. Tipo um céu azul anil, sabe?
Minha prima é casada com um finlandês, o Sauli que também é um amor. Ele está construindo seu próprio ultra leve.

Passei ao todo duas semanas com eles. Foi inesquecível para mim.
Me senti realmente amada e querida por todos. E o sentimento foi mais do que recíproco.

Já estou com saudades.

Tack e pus pus!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tack så mycket, Sverige



Vôo da Ryanair é foda! Você chega nos aeroportos mais distantes do lugar onde teoricamente você teria que descer.
O ônibus que eu teria que pegar só partiria para Estocolmo a meia noite e ainda eram onze horas. 1 hora e quinze de viagem... Fui salva pelo motorista do ônibus que iria para estação central. Ele disse que me deixaria no meio do caminho, onde eu teria que descer conforme instruções. Um fofo!

Encontrei as meninas na estação. A May, eu teoricamente já conhecia de uma festa, mas não lembrava (!). A Jenny era 100% sueca. Uma menina linda, falante e muito do bem.
Dormi em seu sofá por 4 noites e me senti muito bem-vinda. Conheci suas amigas, sua família, seus sonhos. Descobri que o verão sueco pode ser mais frio que o inverno brasileiro. Reparei que as suecas adoram tingir os cabelos loiros com cores escuras e que, portanto, ficam com raízes claras (as loiras tingidas brasileiras morreriam de inveja!). Constatei que o sueco parece uma língua falada ao contrário. Confirmei que os suecos bebem muito. Existe até uma loja especial para bebidas de teor álcoolico elevado (acima de 5%) que é administrada pelo governo. Eles tem uma sacolinha roxa que pode ser vista nas mãos de 1 entre 3 suecos, principalmente no fim da tarde de sexta-feira. :o)
Infelizmente, também constatei que a Suécia é um país muito caro.

Estocolmo foi sobre encontro e amizade.

Obrigada May, por ter me convidado para passar esses dias com vocês. Você é uma querida. Agora não esqueço mais!
Jenny!!!! You’re a badass girl! Thanks for being such a nice hostess.

Agora dá licença que vou ser um pouco mimada.
Próximo destino: casa da tia em Jökönping, Suécia.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ich spreche kein Deutsch




Fui avisada, prevenida e advertida que Berlin seria incrível.
Ainda no ônibus, na estrada, vi um nascer do sol como há muito tempo não via. Bola de fogo vermelha despontando entre as silhuetas negras dos pinheiros. A Alemanha me dava as boas vindas.
Foi estranho. Me senti como gente grande entrando naquele país. Talvez por ser o mais longe de casa que já cheguei na minha vida, Talvez pela língua, completamente desconhecida por mim.
O fato é que estar em Berlin me fez sentir que estava no mundo.
Grande, linda, feia, suja, jovem, velha, moderna, pichada, invadida, acolhedora, assustadora... enfim, uma cidade de verdade, com todos seus superlativos e seus adjetivos.

Fiquei em um hostel meio bizarro, fedido. Conheci um americano que estava viajando há 6 meses. Berlin seria a última parada antes de voltar para casa. O coitado pegou algum tipo de infecção intestinal e estava meio mal. Magrinho, magrinho...
Mesmo assim ele me acompanhou em um free tour histórico pela cidade. O tour foi interessante. Pelo menos a parte que entendi, porque o guia era de Wales e tinha um sotaque quase impossível para meu nível meia boca de inglês. Estar sentada em cima do bunker onde Hitler morreu (praticamente seu túmulo) foi muito estranho. O lugar é uma zona residencial e não tem qualquer sinalização que indique o que aconteceu por lá. Outra coisa curiosa foi descobrir que os alemães sabem exatamente quantas árvores eles têm. E isso é tão verdade que cada uma tem um número. Medo!

Confesso que o idioma me assustou muito. O que era pedir informação sobre os lugares e endereços? Não conseguia pronunciar um nomezinho! O jeito era apontar no mapa e depois decorar as quatro primeiras letras. :)

Sábado foi o dia da balada. Por falta de companhia, fui sozinha. Afinal, ir em Berlin e não conhecer a noite de Berlin...
O lugar escolhido foi um clube chamado Panorama. Coisa boa é que o metrô/trem funciona o tempo todo no fim de semana. Aliás, o tranporte público em Berlin arrasa! Super pontual e eficiente. Ainda na estação de trem conheci um suíço que estava estudando medicina em Berlin. Ele gostou da minha tatuagem...
O tal do Panorama parecia meio estranho. Eram 3 pisos. O primeiro um bar, o segundo uma balada gay e o terceiro o Panorama de fato. Mas você pode circular por todos.
Bom, o lugar não era grande coisa, mas o som... Ah! O som! Pedi a coisa mais barata do menu (vodka) e dancei muito!!
Conheci um casal de brasileiros bem animados. Quando resolvi ir embora, encontrei o tal suíço da estação de trem. A gente conversou muito e voltamos juntos. Ele queria que eu fosse tomar sorvete na casa dele... haha!
Ainda encontrei outro dia com ele no meio da rua. Acho que ele estava me seguindo! :)
Mudei de hostel no último dia. Devia ter mudado antes! Este outro era a metade do preço e ainda tinha um mega café da manhã... e secador de cabelo! Rá.

Lá conheci dois brasileiros e fizemos um alternative free tour no meu último dia por lá.
Andamos a cidade toda em busca de street art, squats, galerias de arte undergrounds, lojinhas pitorescas, second hand stores e pistas de skate. Essa era a Berlin que eu queria conhecer.

Nem tive tempo de me despedir dos brasileiros. Peguei minha tralha e cheguei just in time no aeroporto. Por causa da pressa até cometi o delito de não comprar o bilhete do trem, já que eles não tem catracas nas estações. Mas fui morrendo de medo de algum fiscal aparcer e me dar uma multa.

Estocolmo, here I go!