


Foi difícil de entrar e dificil de sair...
Como o planejamento não é o meu forte (e diga-se de passagem, é essencial em uma vigem desse tipo), não comprei minha passagem de saída de Londres.
Cheguei toda serelepe quase a meia noite no aeroprto e “to make a long story short”, quase não consegui entrar. Justamente por não ter a bendita passagem e por ser "brasileiraterceiromundistapobre", é claro.
A “mocinha” da imigração só faltou perguntar qual era a marca da minha calcinha: onde eu tinha aprendido inglês, como que a minha família foi parar no Brasil, já que eu tenho traços orientais, quem eram meu pais, com que trabalhavam, quanto eu ganhava, quem eu conhecia em Londres, se eu tinha laptop... e por aí vai. Me fez descrever cada passo que eu dei na Europa desde que cheguei (já que eu não tinha todos os carimbos no meu passaporte). Me deu um chá de cadeira e fiquei sentadinha ao lado de outro brasileiro persona non grata.
Enfim, depois de quase meia hora ela me concedeu a honra de pisar em solo inglês e disse que da próxima vez (será?) me aconselharia comprar a passagem de volta. Ah! E disse que toda a nossa conversa foi gravada (Big Brother, eu digo!).
Resultado foi que cheguei quase as 3 da manhã em Londres e encontrei com a Penélope o Pierre criando raízes de tanto me esperar. :o)
A essa hora nem conseguimos encontrar um lugar aberto para tomar umas cervejas (os bares lá fecham cedo e as conveniências param de vender bebida as 11pm). Na verdade, entramos em uma e o “turco” nos deu um pack meio que escondido (cerveja quente!!!). Foi assim mesmo!
Londres foi assim. Cheia de altos e baixos.
Adorei a multculturalidade da cidade, o agito, as bugigangas dos mercados, o Regent Park, o Tate Modern.
Tem de tudo e para todos os gostos. E para nossa sorte, encontramos uma Londres bem ensolarada!
Combinei de ir numa festinha de aniversário na casa de um australiano que conheci em Barcelona e que vive em Londres. Fomos eu a Peps e o Pierre. Festa estranha com gente esquisita... :o) Na verdade a festinha foi bem divertida. Fizemos caipirinha (eles tinham uma velho barreiro só para exportação!) e todos adoraram.
Depois fomos para uma baladinha. A merda foi que o menino ficou apaixonado (como assim????) por mim e não tinha nada a ver ). Enfim, essa parte foi bem chata. Odeio gente pesando na minha quando não rola. Ahhhhh! Get a life!
No dia seguinte a Peps e o Pierre foram para o Brasil e eu fiquei de rolê pelos pontos turísticos de Londres. É claro que eu andei no segundo andar dos ônibus e quase fui atropelada por olhar para o lado errado ao atravessar as ruas. Aliás, como as pessoas conseguem dirigir com aquela mão inglesa???? Insano!
Meu último dia foi dedicado as compras. Tem uma loja em Londres bem barata chamada Primark. Tipo varejão, mas dá para achar um monte de coisas legais. Eu comprei 2 óculos, um vestido, 3 blusinhas e uma polaina (sim!) por £ 27!!!
Adorei o tal dos Camdem Markets também. Me empolguei e cheguei com o tempo contado para ir pro aeroporto. Mas tudo bem, têm trem... Claro que ajudaria se ele estivesse funcionando. Acredita que não estava! Sei lá, deu um problema qualquer e os trens para o aeroporto estavam fora de serviço. Aí eles estavam fornecendo taxi. Demorou horas pra chegar, um puta trânsito, acidente na estrada, um calor de matar... resumindo, perdi meu vôo.
Nobody deserves it!! Pelo menos não perdi a passagem e nem tive que pagar nada a mais para o vôo seguinte (no outro dia, as 6:45 da manhã.). Como já eram quase 6 da tarde, para não arriscar, resolvi dormir no aeroporto mesmo.
Foi horrível. De 15 em 15 minutos o auto falante gritava uma mensagem para tomarmos conta dos nossos pertences e de que era proibido fumar no aeroporto.
Enfim, depois depois de 16 horas tentando, consegui deixar Londres. Ufa!
Lisboa, aí vou eu!
fotos:
1-eu formiguinha e o grafite dos Gêmeos, no Tate.
2-London Eye (não, eu não subi!).
3-Peps e eu pagando de turistas em uma cabine telefônica, no Regent Park.